sexta-feira, 8 de maio de 2015

CONSTRUÇÃO DO DELTA X15



                                             Sempre procurei um modelo com boas caracteristicas de vôo para voar no gramado na frente de minha casa na fazenda quando estivesse com preguiça de levar os modelos até a pista de pouso asfaltada,mas só encontrava modelos treinadores sem nenhum atrativo especial. Certo dia,conversando com um amigo americano, Neil Robinson ,um top seller vendedor da EBAY, me foi ofertado um belo modelo com asa em delta de um kit produzido nos anos 80 na Alemanha Oriental, que me instigou a finalmente construir algo relaxante com características de vôo que se encaixassem a minha necessidade. O X15 chegou uns 20 dias depois e foi direto pra bancada. A construção simples me consumiu apenas uma semana de trabalho que agora divido com vocês.





Comecei separando as peças para me familiarizar.

Colei o bordo de ataque de spruce conforme indicação da planta.


Depois aplainei e lixei até o formato ideal.

Aqui a asa pronta com os elevons já posicionados e acabados.

 

Não há muito a dizer da construção da fuselagem pelo fato de ser extremamente simples, a não ser pelo nariz que veio faltando no kit o que me obrigou a fazer um de isopor, posteriormente coberto com fibra. 



O modelo original era para ser lançado a mão e o pouso de barriga, mas como a asa é de isopor e muito frágil eu decidi adaptar um trem de pouso para evitar uma futura lenha. Aqui a instalação da bequilha que evitará um possível toque do hélice no chão na hora do pouso.


Aqui os trens principais. Perceba o tecido de fibra sobre a asa, este é o mesmo acabamento usado em pranchas de surf.



O modelo pronto com o OS 25 FX já instalado. Agora é só pintar e voar.





































Tive a infelicidade de durante a decolagem acertar um monte de estrume, acreditem,estrume e danifiquei todo o nariz do modelo, inclusive o canopy. Aproveitei para reforçar a parede da bequilha como tambem modificar o modelo de pintura da cabine.



O modelo da cabine eu copiei do Sea Dart,um caça dos anos 50.






Agora é só reinstalar o motor e tentar de novo.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Construção do NAT 6 da BRIDI




Nos anos 80 sempre que ia a São Paulo eu dava uma passada na Mar e Ar Modelismo do meu querido e saudoso amigo o senhor Hemilio Heinz. Numa destas vezes ao entrar na loja vi um lindo modelo do T- Meia que ostentava as cores da Esquadrilha da Fumaça,com o raio vermelho na lateral. Perguntei ao seu Hemilio quanto custava e ele prontamente me disse que aquele avião era fabricado pela Rico Models,custava x cruzeiros e em seguida me alertou acerca das suas caracteristicas de vôo "este modelo é para pilotos experientes",aquela frase foi como um banho de gelo,pois a franqueza do meu amigo punha um ponto final as minhas aspirações de possuir o belo modelo.O tempo passou e eu aprendi a voar,a construir,a pintar ,mas sempre com aquele T Meia em mente. Passados quase 40 anos comentei com um amigo sobre aquela experiência e ele imediatamente me consolou dizendo ser fácil achar aquele modelo ,bastava apenas procura-lo na sua versão original fabricada nos EUA pela BRIDI. De posse desta informação,imediatamente entrei na Ebay e comprei o T-Meia que chegou ao Brasil uns 15 dias depois. Ao abrir a caixa tomei um choque,pois o kit era sofrível,as partes cortadas em isopor todas tortas,a madeira dura e pesada, a fibra um horror,mas mesmo assim decidi tentar construir meu sonho de infância que agora divido com vocês.










Com meu ferro de solda e uma régua de metal abri o canal da extensão do aileron.




Com uma lamina de estilete daquelas largas, abri a caixa do servo no isopor e com uma caneta transferi ao chapeado o local exato para facilitar o corte. Cortei a abertura do servo e chapeei as asas com epoxy.




Depois de seco o chapeado colei os bordos de ataque,fuga e marginais e enquanto secavam fui fazer a fixação da carenagem do motor.




A construção do kit original sugeria aqueles toquinhos de madeira dura e parafusos de rosca soberba por fora da carenagem, mas como sei que não funcionam optei por algo mais robusto e duradouro. Apliquei umas três camadas de fita crepe a carenagem para a resina não aderir, colei uma cantoneira de balsa e passei desmoldante de carnaúba em tudo,sempre tomando cuidado para não tocar a carenagem,pois dificultaria a adesão da peça a carenagem  no futuro.





Depois de umas dez horas retirei a cantoneira ainda em estado bruto...



Cortei-a...





Lixei-a, e com epoxy colei-a a carenagem. Perceba as outras já em posição.





Optei por aparafusar a carenagem por dentro da fuselagem, pois mesmo com o equipamento de rádio e tanque ainda sobra espaço para a mão.



  



Apliquei resina epoxy ao chapeado,alinhei o conjunto com fita crepe...









E deixei secando na prensa por uma noite.

 

Colei os bordos de ataque e fuga da seção central da asa.





Para dar um aspecto escala as superfícies de comando,colei uma vareta de balsa a uma tira de compensado 0,8 e com o dremel arredondei um pouco...






Mas dei o acabamento fino na lixa tubular.





As peças já coladas ao profundor dão um acabamento menos grosseiro com a diminuição do vão entre a parte móvel e a fixa.



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Conhecendo a fama de mal voador deste modelo,optei por fazer um flape convencional que produz mais sustentação,ao invés do flape escala, ventral(split),afinal de contas não pretendo entrar em nenhum campeonato escala e sim me divertir.




Com o disco do Dremel fiz  a adaptação da base do trem no isopor,


Abri furos na espessura dos tocos de balsa na base do trem e,,,



E colei o conjunto todo com epoxy de 30 minutos para dar tempo de fazer os ultimos ajustes com calma,




Como não havia material para fazer a caixa de roda em vacum form eu optei por fazer em fibra, passei desmoldante no molde e laminei fibra sobre ele.



Para adaptar o OS 91 FX que é muito maior que o 61 sugerido, eu tive que recuar a parede de fogo em quase 4 centímetros, o que foi um trabalho extra considerável me consumindo um dia todo.



Depois é só preencher o espaço restante com balsa e lixar, Os toquinhos tubulares são para fixar a chapa de fibra do acabamento com pequenos parafusos,