domingo, 7 de junho de 2015

COMO FAZER MOLDES DESCARTÁVEIS.

Não é incomum termos que fazer apenas uma ou duas  peças em fibra, o que torna desnecessária a confecção de moldes em epoxy que levam dias para ficarem prontos. Um molde bem feito em massa plástica pode ser usado por várias vezes,cumprindo a mesma tarefa , mas consumindo apenas 20 minutos do nosso tempo. Aqui eu farei o molde para fazer em fibra as duas entradas de ar  do T6 da BRIDI que são originalmente em balsa, mas muito frágeis pelo fato de uma das peças estar posicionada na barriga do modelo, e que fatalmente seria batida ou amassada durante o transporte ou manuseio.Veja como é simples. 


Esculpa a peça que você deseja copiar em balsa, cole uma flange na base e na frente e preencha quaisquer espaços com plastilínea (massinha de criança).





Aplique uma farta demão de carnaúba.


Catalise a massa plástica e cubra toda a peça rapidamente,pois em grande quantidade a secagem é bem mais rápida.


Depois de apenas alguns minutos a massa já esta emborrachada e bem quente,é hora de retirar as flanges que se soltarão facilmente. Aproveite para tirar a plastilínea ,tomando cuidado para não danificar a peça.

Com o Dremel faça os furos que servirão de guia para a outra metade do molde. Este é um molde de duas partes pelo fato da entrada de ar ter um degrau que serve de aderência e a  extração da peça seria impossível se fosse inteiriço


Aplique carnaúba novamente, tomando especial cuidado com os furos de guia. Catalise a massa plástica e acomode em toda a área frontal do molde, Enquanto a massa catalisa, mas ainda está macia aproveite para cortar o excesso com o estilete.


Retire as flanges e com leve pressão dos dedos abra cuidadosamente o molde.


Agora é só retirar a peça de balsa e dar uma lixadinha com lixa 400 para apagar do molde as estrias da madeira que ficaram gravadas. 


Pronto,agora é só passar desmoldante e laminar a peça.










sábado, 6 de junho de 2015

COMO FAZER JANELA DE INSPEÇÃO.

Abrir janelas de inspeção pode ser mais rápido e prático do que você imagina,



Demarque a á rea a ser cortada com fita crepe e corte com o disco de diamante,


Aplique uma tira de fita crepe na parte externa da peça e passe desmoldante de carnaúba na interna,


Reposicione a tampa tomando especial cuidado com o alinhamento.



Corte o tecido que você deseja usar e impregne com resina epoxy levemente engrossada com aerosil, para evitar que escorra. Eu usei 3 camadas de tecido de 6 oz.


Com uma pinça posicione o tecido impregnado na área desejada,



Com um pincel acomode o tecido com movimentos lentos e retire toda e qualquer bolha de ar que possa haver.



Espere a resina secar por completo e faça os furos dos parafusos.


Com uma espátula ou estilete retire a parte externa de fibra .


Corte a fibra interna deixando material suficiente para o suporte dos parafusos e contato da tampa externa .

Basta dar uma lixadinha e....


Pronto,



sexta-feira, 8 de maio de 2015

CONSTRUÇÃO DO DELTA X15



                                             Sempre procurei um modelo com boas caracteristicas de vôo para voar no gramado na frente de minha casa na fazenda quando estivesse com preguiça de levar os modelos até a pista de pouso asfaltada,mas só encontrava modelos treinadores sem nenhum atrativo especial. Certo dia,conversando com um amigo americano, Neil Robinson ,um top seller vendedor da EBAY, me foi ofertado um belo modelo com asa em delta de um kit produzido nos anos 80 na Alemanha Oriental, que me instigou a finalmente construir algo relaxante com características de vôo que se encaixassem a minha necessidade. O X15 chegou uns 20 dias depois e foi direto pra bancada. A construção simples me consumiu apenas uma semana de trabalho que agora divido com vocês.





Comecei separando as peças para me familiarizar.

Colei o bordo de ataque de spruce conforme indicação da planta.


Depois aplainei e lixei até o formato ideal.

Aqui a asa pronta com os elevons já posicionados e acabados.

 

Não há muito a dizer da construção da fuselagem pelo fato de ser extremamente simples, a não ser pelo nariz que veio faltando no kit o que me obrigou a fazer um de isopor, posteriormente coberto com fibra. 



O modelo original era para ser lançado a mão e o pouso de barriga, mas como a asa é de isopor e muito frágil eu decidi adaptar um trem de pouso para evitar uma futura lenha. Aqui a instalação da bequilha que evitará um possível toque do hélice no chão na hora do pouso.


Aqui os trens principais. Perceba o tecido de fibra sobre a asa, este é o mesmo acabamento usado em pranchas de surf.



O modelo pronto com o OS 25 FX já instalado. Agora é só pintar e voar.





































Tive a infelicidade de durante a decolagem acertar um monte de estrume, acreditem,estrume e danifiquei todo o nariz do modelo, inclusive o canopy. Aproveitei para reforçar a parede da bequilha como tambem modificar o modelo de pintura da cabine.



O modelo da cabine eu copiei do Sea Dart,um caça dos anos 50.






Agora é só reinstalar o motor e tentar de novo.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Construção do NAT 6 da BRIDI




Nos anos 80 sempre que ia a São Paulo eu dava uma passada na Mar e Ar Modelismo do meu querido e saudoso amigo o senhor Hemilio Heinz. Numa destas vezes ao entrar na loja vi um lindo modelo do T- Meia que ostentava as cores da Esquadrilha da Fumaça,com o raio vermelho na lateral. Perguntei ao seu Hemilio quanto custava e ele prontamente me disse que aquele avião era fabricado pela Rico Models,custava x cruzeiros e em seguida me alertou acerca das suas caracteristicas de vôo "este modelo é para pilotos experientes",aquela frase foi como um banho de gelo,pois a franqueza do meu amigo punha um ponto final as minhas aspirações de possuir o belo modelo.O tempo passou e eu aprendi a voar,a construir,a pintar ,mas sempre com aquele T Meia em mente. Passados quase 40 anos comentei com um amigo sobre aquela experiência e ele imediatamente me consolou dizendo ser fácil achar aquele modelo ,bastava apenas procura-lo na sua versão original fabricada nos EUA pela BRIDI. De posse desta informação,imediatamente entrei na Ebay e comprei o T-Meia que chegou ao Brasil uns 15 dias depois. Ao abrir a caixa tomei um choque,pois o kit era sofrível,as partes cortadas em isopor todas tortas,a madeira dura e pesada, a fibra um horror,mas mesmo assim decidi tentar construir meu sonho de infância que agora divido com vocês.










Com meu ferro de solda e uma régua de metal abri o canal da extensão do aileron.




Com uma lamina de estilete daquelas largas, abri a caixa do servo no isopor e com uma caneta transferi ao chapeado o local exato para facilitar o corte. Cortei a abertura do servo e chapeei as asas com epoxy.




Depois de seco o chapeado colei os bordos de ataque,fuga e marginais e enquanto secavam fui fazer a fixação da carenagem do motor.




A construção do kit original sugeria aqueles toquinhos de madeira dura e parafusos de rosca soberba por fora da carenagem, mas como sei que não funcionam optei por algo mais robusto e duradouro. Apliquei umas três camadas de fita crepe a carenagem para a resina não aderir, colei uma cantoneira de balsa e passei desmoldante de carnaúba em tudo,sempre tomando cuidado para não tocar a carenagem,pois dificultaria a adesão da peça a carenagem  no futuro.





Depois de umas dez horas retirei a cantoneira ainda em estado bruto...



Cortei-a...





Lixei-a, e com epoxy colei-a a carenagem. Perceba as outras já em posição.





Optei por aparafusar a carenagem por dentro da fuselagem, pois mesmo com o equipamento de rádio e tanque ainda sobra espaço para a mão.



  



Apliquei resina epoxy ao chapeado,alinhei o conjunto com fita crepe...









E deixei secando na prensa por uma noite.

 

Colei os bordos de ataque e fuga da seção central da asa.





Para dar um aspecto escala as superfícies de comando,colei uma vareta de balsa a uma tira de compensado 0,8 e com o dremel arredondei um pouco...






Mas dei o acabamento fino na lixa tubular.





As peças já coladas ao profundor dão um acabamento menos grosseiro com a diminuição do vão entre a parte móvel e a fixa.



s








Conhecendo a fama de mal voador deste modelo,optei por fazer um flape convencional que produz mais sustentação,ao invés do flape escala, ventral(split),afinal de contas não pretendo entrar em nenhum campeonato escala e sim me divertir.




Com o disco do Dremel fiz  a adaptação da base do trem no isopor,


Abri furos na espessura dos tocos de balsa na base do trem e,,,



E colei o conjunto todo com epoxy de 30 minutos para dar tempo de fazer os ultimos ajustes com calma,




Como não havia material para fazer a caixa de roda em vacum form eu optei por fazer em fibra, passei desmoldante no molde e laminei fibra sobre ele.



Para adaptar o OS 91 FX que é muito maior que o 61 sugerido, eu tive que recuar a parede de fogo em quase 4 centímetros, o que foi um trabalho extra considerável me consumindo um dia todo.



Depois é só preencher o espaço restante com balsa e lixar, Os toquinhos tubulares são para fixar a chapa de fibra do acabamento com pequenos parafusos,